Carnaval 2016

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título - Bel Rainha do Onodi


aria Isabel Machado Lemos, nasceu já lutando para sobreviver. Sua mãe, qual leoa protetora da cria, alimentou-a a conta gotas até dois anos. Procurou todos os especialistas em saúde, até onde seu dinheiro alcançou, conseguindo tirá-la da zona de perigo.
 

Apesar das dificuldades, não teve nenhum problema para estudar. Desde cedo aprendeu que a opinião dos outros pouco a interessava, pois os outros, a submetiam a chacotas constantes, o que chamamos hoje de bulling. Em contrapartida, as vitórias eram saboreadas e vividas com ardor, como quando aprendeu a andar de bicicleta. Foi a glória!

E também foi à luta: formou-se em nutrição, fez pós-graduação e fez curso de extensão para poder fazer cardápio para crianças subnutridas.

Participou do Projeto Rondon em Mato Grosso.

Trabalhou durante cinco anos como nutricionista do Palácio do Planalto, antes e durante o governo Sarney. Contava que gostava das noites de Brasília, pois saía muito para festas.

Trabalhou, também, em Blumenau no Hospital Santo Antonio.

Deu aulas de nutrição.

Lia sobre nutrição. Não gostava de romances. “É tudo ilusão.”

Gostava de Roberto Carlos e ouvia rádio desde pequena.

Na infância e adolescência ouvia a Rádio Itaí e o programa preferido era “A Dama da Noite”, sempre anunciado de forma teatral. “A Hora do Indignado” era outro programa que gostava de ouvir.

Debochada, espirituosa e inteligente, nada escapava a sua língua e ao seu olhar crítico. Os amigos próximos conheciam bem esse seu lado.

O sonho de ir à Nova York foi realizado há anos e num pub, protagonizou cenas de filmes que tinha visto, quando os atores pediam uísque, fazendo deslizar o copo pelo balcão até chegar à mão. Divertiu-se bastante e gastou muito sem arrependimentos.

O ONODI nem tinha nascido ainda como tal e ela já se juntava fantasiada para brincar no carnaval. Quando nasce o ONODI, ela nasce como rainha, carinhosamente intitulada, pelos demais membros do grupo como rainha do Bloco.

Seu carisma e alegria contagiante na concentração do bloco em frente à Igrejinha do Campeche a cada domingo de carnaval, fez que seu título de rainha se concretizasse no recebimento da faixa de Rainha do ONODI, carinhosamente recebida como foliã mor do Bloco, e com a qual desfilou ao longo dos anos com orgulho e entusiasmo. Nesta hora seus súditos a batizaram de Maria Isabel Lizandra Couto de Magalhães e Mendonça, nome pomposo de rainha. A Bel se transformava.

Na verdade tinha uma grande alegria de se transformar em Rainha. Ficava ansiosa até ter resolvido a fantasia.

Nos últimos anos, limitações de saúde impediram que Bel pudesse permanecer no bloco por longos períodos, mas não media esforços em estar presente com sua faixa de rainha, sendo cumprimentada por todos, tal qual celebridade que era no bairro, e não só no carnaval, na praia, nas ruas, nos bares.

Seu companheiro dos últimos anos, Glaico, a cuidava e a acompanhava por todos os lugares onde sua inquietação ou sua alegria de viver a levava.

Não costumava falar de suas dores.

Sabia comemorar a vida.

Lutou até onde pôde.

Neste ano o ONODI desfila em homenagem a esta rainha que recentemente nos deixou. Deixou saudades e um espaço enorme em nossos corações.

                                              
                                   Carnaval do ONODI - 2016

 

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